falam falam falam, mas não dizem nada
26 novembro 2012
Xadrezismo
Querias parar, parar para pensar, pensar em tudo, pensar na vida, pensar em ti, de ti, para ti, por ti.
Mas o mundo não para, é como "um jogo de xadrez", tens de ter tudo pensado, planeado.
Falhei uma jogada (ou mais, depende como o vês), não planeei, não pensei e assim me disponho vulnerável ás jogadas do adversário, a jogar eu contra mim quando algo me diz que a parte que é dona da consciência me esmaga, me põe em xeque, outra e outra vez...
Quando é que cai o rei?
Quando é que acaba o jogo?
Estou à espera de um "game over" digital num mundo cada vez mais analógico.
25 novembro 2012
(de recuperação)
À espera de um fim cada vez menos provável,
Sinceramente cada vez menos teu,
Back to basics
Concedo que parte de mim, da pessoa que escrevia neste desabafo organizado morreu. Tenho algumas saudades desse mim mas quanto a isso pouco posso fazer a não ser voltar à campa, e aqui estou eu, um vivo entre os mortos, para homenagear a parte de mim que me deixou.
25 junho 2011
"Society"
É preciso ter paciência e dedicação para aturar a sociedade.
...
Ninguém?
É preciso ser estúpido para viver sozinho.
Eddie Vedder - Society
16 maio 2011
Onde está o pai?
Luís era um rapaz sensato, humilde, honesto, inteligente… pelo menos era assim que as pessoas o descreviam. Os amigos do pai, pai do qual sempre teve tanto orgulho e a mãe dele também nutria uma admiração por aquele homem de personalidade vincada, demasiado vincada para se ver o interior. E esse vinco um dia fez um lifting, fez com que tudo mudasse. A mãe de Luís disse-lhe que o seu pai tinha morrido, o que ela queria mesmo dizer era: aquele filho da puta para mim morreu. Mas o pai de luís não tinha morrido, longe disso, como ele dizia – sentia se mais vivo do que nunca. E Luís viveu com a única explicação lógica que lhe tinha sido fornecido “o pai morreu” e toda a sua sensatez, humildade, honestidade, inteligência não lhe serviram para conseguir abrir os olhos. O seu cérebro tinha se fechado e levado consigo aquela explicação “lógica” e nunca procurou outra, medo de voltar a ser apunhalado, medo de voltar a admirar alguém. O pai … morreu.