25 novembro 2012

(de recuperação)

Houve um momento em que achei que ia conseguir, que podia ser tudo que quisesse... E depois acordei. Tinha 16 anos e estava a fazer um teste de matemática. Os meus estudos agora sombras de dias ilustres e as únicas pessoas que acreditavam em mim eram agora fantasmas. Mortos de desilusão ou desespero algures entre este dia fatídico e outro um pouco mais - o dia em que adormeci.

E aqui estou eu... Mais morto que vivo na época em que tenho mais vida dentro de mim, em que sinto que era capaz de virar o mundo... todo o mundo menos o meu... o meu "resiste agora e sempre", não às vitórias dos romanos mas sim às minhas derrotas. Continuo o mesmo derrota após derrota... Ou talvez não. Talvez morra um bocado de cada vez sem dar por isso, sem que ninguém dê por isso. E assim ando eu "morrendo" o dia a dia como alma condenada no inferno da sua preguiça inexplorável e adolescência infindável.
À espera de um fim cada vez menos provável,
Sinceramente cada vez menos teu,
TU
 

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